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13 de junho de 2014

Bolo Virado de Maçã




















Procurando um livro de culinária, cheguei ao meu primeiro caderno de receitas. As folhas amareladas, davam conta dos anos passados e quantas recordações guardadas em cada página. E lembrei, que foi desse caderno que tirei a receita para o último bolo que fiz em Lourenço Marques, dias antes do nosso regresso a Portugal, no maravilhoso paquete Príncipe Perfeito. 

Agora ao fazer o post anterior, fiquei com saudades do mar!! De grandes viagens e em grandes navios. Não os atuais, que me recordam um condomínio fechado, e que não permitem a visibilidade direta para todo aquele potencial de fenómenos, que o mar tem para nos oferecer. Na passagem do Cabo da Boa Esperança sofremos uma violenta tempestade, mas  de manhã foi amainando. Ao olhar o horizonte e ver um nascer do sol e ao fim do dia esse mesmo se pôr... era deslumbrante!  




















Era fascinante o bailado das várias espécies de peixes voadores, assim como, os encantadoras espécies de golfinhos, que percorriam aquelas águas: o  Golfinho Rotatore, Golfinho Fiandeiro e o Golfinho-de-risso, o Flipper, que maravilhou plateias de grandes e pequenos. E ali estavam eles, uns com as suas altas piruetas que davam fora de água em torno de si mesmos e outros, que acompanhavam o navio fazendo as suas acrobacias adivinhando o convés repletos de passageiros.

Só a amurada do navio nos separava daquela extensão de água e de sentir no rosto a brisa húmida constante de maresia que a tudo envolvia. Desde a proa à ré, o deck oferecia um inaudito espaço de lazer com as suas longas cadeiras de repouso. Havia ainda uma área salpicada de pequenas e redondas mesinhas, para saborear um chá, um refresco ou simplesmente... Ver o mar... 

























Aportámos em Angola na cidade do Lobito com a sua maravilhosa restinga e seguidamente Luanda, como o tempo de permanência foi  mais longo, permitiu-nos uma visita à cidade. A última paragem foi em Las Palmas e nesse mesmo dia, a minha filha apagou as duas velas do seu aniversário. Dois dias depois chegávamos ao nosso destino, a 29 de julho de 1973. Tinha estado ausente onze anos e regressava com vinte e dois. Nove meses depois, aconteceu a revolução de Abril.

Parei de sonhar... e preparei os ingredientes. Só saboreando uma fatia, as lembranças iriam serenar as recordações... Daquele mar... E dum país a que não mais voltei! 





















Ingredientes

 4  ovos, classe M
 1º açúcar  200 g  
 2º açúcar  100 g
 2  maçãs médias, starking
210 g  de farinha, tipo 55
180 g  de manteiga
10 g    de fermento químico
  7 g    de sal
1 colher de sobremesa de gengibre ralado
Raspa de 1/2 limão


















Preparação
  • Retirar do frio os ovos e a margarina com antecedência, de, 1 hora no Inverno e 30 minutos no verão.
  • Pesar todos os ingredientes e peneirar a farinha junto com o fermento e ralar o gengibre.
  • Bata a manteiga inicialmente sem mais nada 4 a 5 minutos, adicione o açúcar por 3 vezes. Deve bater muito bem +/- 10 minutos.
  • Adicione um ovo de cada vez  alternando com a farinha, Bater bem entre cada adição e deve terminar com farinha.
  • Enquanto a massa se prepara, de seguimento à receita.
  • Tirar o miolo às maçãs e cortar em fatias grossas.
  • Colocar, os 100 g de açúcar na forma e salpicar com água para humedecer, Em lume médio deixe o açúcar derreter e quando estiver a querer ganhar tom de caramelo desligue de imediato o lume e coloque rápido as rodelas de maçã. Unte a lateral da forma.
  • Deite a massa na forma sobre as maçãs, alise, e leve ao forno com temperatura de 170º. Verifique com um palito grande, se está cozido.
  • Após retirar a forma do forno, calce uma luva para pegar na forma e passe ligeiramente uma faca em toda a volta da forma para descolar algum pedaço de açúcar que tenha cristalizado e a maçã esteja colada à forma. Desenforme de imediato, se arrefecer não vai conseguir desenformar.