Procurando um livro de culinária, cheguei ao meu primeiro caderno de receitas. As folhas amareladas, davam conta dos anos passados e quantas recordações guardadas em cada página. E lembrei, que foi desse caderno que tirei a receita para o último bolo que fiz em Lourenço Marques, dias antes do nosso regresso a Portugal, no maravilhoso paquete Príncipe Perfeito.
Agora ao fazer o post anterior, fiquei com saudades do mar!! De grandes viagens e em grandes navios. Não os atuais, que me recordam um condomínio fechado, e que não permitem a visibilidade direta para todo aquele potencial de fenómenos, que o mar tem para nos oferecer. Na passagem do Cabo da Boa Esperança sofremos uma violenta tempestade, mas de manhã foi amainando. Ao olhar o horizonte e ver um nascer do sol e ao fim do dia esse mesmo se pôr... era deslumbrante!
Era fascinante o bailado das várias espécies de peixes voadores, assim como, os encantadoras espécies de golfinhos, que percorriam aquelas águas: o Golfinho Rotatore, Golfinho Fiandeiro e o Golfinho-de-risso, o Flipper, que maravilhou plateias de grandes e pequenos. E ali estavam eles, uns com as suas altas piruetas que davam fora de água em torno de si mesmos e outros, que acompanhavam o navio fazendo as suas acrobacias adivinhando o convés repletos de passageiros.
Era fascinante o bailado das várias espécies de peixes voadores, assim como, os encantadoras espécies de golfinhos, que percorriam aquelas águas: o Golfinho Rotatore, Golfinho Fiandeiro e o Golfinho-de-risso, o Flipper, que maravilhou plateias de grandes e pequenos. E ali estavam eles, uns com as suas altas piruetas que davam fora de água em torno de si mesmos e outros, que acompanhavam o navio fazendo as suas acrobacias adivinhando o convés repletos de passageiros.
Só a amurada do navio nos separava daquela extensão de água e de sentir no rosto a brisa húmida constante de maresia que a tudo envolvia. Desde a proa à ré, o deck oferecia um inaudito espaço de lazer com as suas longas cadeiras de repouso. Havia ainda uma área salpicada de pequenas e redondas mesinhas, para saborear um chá, um refresco ou simplesmente... Ver o mar...
Aportámos em Angola na cidade do Lobito com a sua maravilhosa restinga e seguidamente Luanda, como o tempo de permanência foi mais longo, permitiu-nos uma visita à cidade. A última paragem foi em Las Palmas e nesse mesmo dia, a minha filha apagou as duas velas do seu aniversário. Dois dias depois chegávamos ao nosso destino, a 29 de julho de 1973. Tinha estado ausente onze anos e regressava com vinte e dois. Nove meses depois, aconteceu a revolução de Abril.
Parei de sonhar... e preparei os ingredientes. Só saboreando uma fatia, as lembranças iriam serenar as recordações... Daquele mar... E dum país a que não mais voltei!
Ingredientes
4 ovos, classe M
1º açúcar 200 g
2º açúcar 100 g
2 maçãs médias, starking
210 g de farinha, tipo 55
Aportámos em Angola na cidade do Lobito com a sua maravilhosa restinga e seguidamente Luanda, como o tempo de permanência foi mais longo, permitiu-nos uma visita à cidade. A última paragem foi em Las Palmas e nesse mesmo dia, a minha filha apagou as duas velas do seu aniversário. Dois dias depois chegávamos ao nosso destino, a 29 de julho de 1973. Tinha estado ausente onze anos e regressava com vinte e dois. Nove meses depois, aconteceu a revolução de Abril.
Parei de sonhar... e preparei os ingredientes. Só saboreando uma fatia, as lembranças iriam serenar as recordações... Daquele mar... E dum país a que não mais voltei!
Ingredientes
4 ovos, classe M
1º açúcar 200 g
2º açúcar 100 g
2 maçãs médias, starking
210 g de farinha, tipo 55
180 g de manteiga
10 g de fermento químico
7 g de sal
1 colher de sobremesa de gengibre ralado
Raspa de 1/2 limão
Preparação
10 g de fermento químico
7 g de sal
1 colher de sobremesa de gengibre ralado
Raspa de 1/2 limão
Preparação
- Retirar do frio os ovos e a margarina com antecedência, de, 1 hora no Inverno e 30 minutos no verão.
- Pesar todos os ingredientes e peneirar a farinha junto com o fermento e ralar o gengibre.
- Bata a manteiga inicialmente sem mais nada 4 a 5 minutos, adicione o açúcar por 3 vezes. Deve bater muito bem +/- 10 minutos.
- Adicione um ovo de cada vez alternando com a farinha, Bater bem entre cada adição e deve terminar com farinha.
- Enquanto a massa se prepara, de seguimento à receita.
- Tirar o miolo às maçãs e cortar em fatias grossas.
- Colocar, os 100 g de açúcar na forma e salpicar com água para humedecer, Em lume médio deixe o açúcar derreter e quando estiver a querer ganhar tom de caramelo desligue de imediato o lume e coloque rápido as rodelas de maçã. Unte a lateral da forma.
- Deite a massa na forma sobre as maçãs, alise, e leve ao forno com temperatura de 170º. Verifique com um palito grande, se está cozido.
- Após retirar a forma do forno, calce uma luva para pegar na forma e passe ligeiramente uma faca em toda a volta da forma para descolar algum pedaço de açúcar que tenha cristalizado e a maçã esteja colada à forma. Desenforme de imediato, se arrefecer não vai conseguir desenformar.






