23 de novembro de 2017

Bolo {muito especial} de Maçã e Noz





Um dos pontos altos do Outono é a colheita da maçã.  Nesta estação de grande produtividade, é sem duvida, a melhor altura para darmos lugar há nossa criatividade e usar esta fruta de muitas e variadas maneiras. Os bolos com maçã são sempre os mais apetecíveis e decididamente irrecusáveis quando acompanhados de um chá, tisana ou infusão, fumegante... 
Saborosa e muito versátil, a maçã, deverá ser uma das frutas com mais aplicações na culinária. Este Bolo de Maça e Noz seduziu-me de imediato assim que o provei. Era diferente dos demais, aliás, todos são diferentes; mas este era MAIS... Trincar o crocante da noz e os pedaços de maçã em simultâneo, foi gosto demasiado saboroso!! 


Não me recordo de quantas fatias me servi, estava ainda morno...
Também a qualidade das maçãs que foram usadas neste bolo de Maçã e Noz... possibilitaram que se tivesse tornado assim tão especial. Não eram iguais àquelas grandes e enceradas que vemos expostas, não... eram pequenas, pouco bonitas e com aqueles buraquinhos... bem significativos de que pesticidas por ali não passaram, mas o seu aroma e sabor poderão ter salientado novos atributos a este bolo que é para  repetir, o Bolo de Maçã e Noz.
Não convém usar maçãs ácidas, essa acidez, depois de cozerem, transforma-se quase em puré e, como se vê na imagem, a maçã mantém a forma de como foi cortada.

 É certo;  que os olhos também comem...  mas para mim, também são relevante os ingredientes e as suas porções. 
Assim aconteceu com este magnifico bolo. A autora (do blog) diz também, que foi o melhor bolo de maçã que provou. 





Ingredientes  

6 maçãs aromáticas, mas que não sejam acidas
1 colher de sopa de canela
100g de açúcar
280g de farinha sem fermento
10g de fermento em pó (1 colher de sopa)
1 colher de café, de sal
340g de açúcar
150mlde óle
200ml de sumo de laranja
4 ovos
100g de nozes grosseiramente partidas

Prepararação

Ligue o forno a 180ºC
- Descasque as maçãs, corte em pedaços e misture 100g de açúcar a canela e as nozes, reserve.
- Misture a farinha peneirada com o fermento e o sal.
- Noutra taça misture o óleo com o açúcar e o sumo de laranja.
- Adicione esta mistura liquida à mistura da farinha e vão-se juntando os ovos um a um, adicionando o seguinte apenas quando o anterior estiver completamente dissolvido.
- Unte e polvilhe uma forma de buraco grande, deita-se dentro uma parte da massa, põe-se uma parte
da maçã por cima, deite a restante massa e as restantes maçãs por cima.
- Leva-se ao forno e espera-se ansiosamente durante cerca de 45 minutos, verifica-se se o bolo está cozido, e devora-se assim que se conseguir.




Um bom fim de semana !!!!





20 de novembro de 2017

Molho Branco {um derivado do Molho Béchamel}



O Molho Branco é um derivado do Molho Béchamel !!
Substitui-se apenas o leite, no todo ou em parte, por caldo de carne, peixe ou legumes.

Maria de Lurdes Modesto





Trago uma nova publicação do Molho Branco... a que publiquei em 16/01/13. Desconfigurou. Sem como nem porquê!!
Fui eu que fiz este blog "Saberes com Sabores"... e na mais completa escuridão. Muito pouco ainda sei, antes... estava a usar um computador pela primeira vez!!
Sou muito possessiva (hehe) aqui... só eu mexo. Brincadeira :)
Assim sendo: fiz outra postagem, quase quase igual para quando necessitarem.




No Molho Branco, as porções de ingrediente são as mesmas do Molho Béchamel, mas, alterando apenas na quantidade do leite. Manter-se-à metade da quantidade do leite a usar, e a outra metade, será substituída pela mesma quantidade de um caldo à escolha.
Estes caldos, poderão ainda ser o aproveitamento de outra qualquer confeção.
-Um caldo preparado para o efeito.
-Ou água de cozer legumes. 
-Na falta destes, pode sempre utilizar cubos concentrados para caldos.
Todos eles podem ser uma boa opção. 

Ingredientes

2 colheres de sopa de manteiga (50g)
2 colheres de sopa de farinha (30g)
300 ml  de leite
300 ml de caldo )carne, peixe ou legumes)
Sal
pimenta
noz-moscada

Preparação

derreta a manteiga sobre lume brando e polvilhe com farinha. Deixe cozer sem ganhar cor até aparecer à superfície uma espuma esbranquiçada e o preparado começar desagregar-se. 
A partir deste momento: o molho segue outro método. O primeiro liquido a adicionar ao preparado da gordura e farinha, é o leite e, só depois o caldo escolhido. Tudo o demais, é exatamente como no Molho Béchamel.

O Molho Branco pode ser utilizado em muitas receitas e beneficiando até de alguma forma, por ser um creme mais leve e aromatizado a nosso gosto.
A criatividade neste creme pode ser ilimitada... mais composto... menos composto. Simplesmente cozinhado ou, em deliciosos gratinados.
  • Na Lasanha pode usar caldo de carne
  • Numa Massa gratinada: caldo de legumes e queijo
  • No Bacalhau com natas: o caldo de branquear o bacalhau
  • Nos gratinados, os molhos bem temperados, fazem toda a diferença
Ingredientes simples... que utilizo neste Molho:

Natas pasteurizadas
Natas frescas levantadas
Mostarda 
Alcaparras 
Queijos
Molho Inglês
Maionese
Redução Balsâmica



9 de novembro de 2017

Galinha de ficassé... um clássico da nossas tradições

Volto com mais uma lembrança... da nossa tradição culinária...
Que se transformou numa iguaria requintada e sempre presente... nas mesas de festa.






Tempos houve... que Galinha à mesa... era símbolo de casa abastada. Os demais... só tinham esse privilégio em dias santos e comemorações.

Com a produção dos frangos de aviário, estes, tornaram-se num produto acessível. Popularizado esse consumo, deu origem, a que a gorda galinha se torna-se mais ausente nas nossas preferências.

Até há década de 60, uma galinha levava quase um ano até atingir idade adulta, e um frango novo, seis a sete meses. Não existindo as rações, a alimentação dos animais era estritamente natural, o milho, verduras, restos de alimentos, e o que catavam... no chão.





... mas a solução surgiu na década de 60. Com a revolução dos aviários !

Improvavelmente, as pessoas do interior que sempre consumiram aves de capoeira, gostam da carne de aviário. A comparação não existe. Enquanto a ave de capoeira, tem uma carne de textura firme e de gosto apurado, a carne de aviário é menos saborosa e menos consistente, mas, em compensação é mais macia e de cozimento mais rápido. Facilitando os tempos modernos.

Galinha de Fricassé, tem como apanágio, o seu molho. A leve acidez do limão e o aroma da salsa picada muito fresca... brinda-nos com um extraordinário e delicado sabor.
Depois do aparecimento das natas, que se tornaram garante de sucesso para molhos,  a utilização de gemas nos molhos foi ultrapassada... mas o seu sabor é insubstituível !!!

Com a falta das Galinhas Gordas... e para preparar um bom Fricassé, optei por usar o Frango do Campo !!





Ingredientes

1 frango médio
2 cebolas grandes
6 dentes de alho, grandes
2 folhas de louro, grandes
2 dl de azeite
2 gemas (classe L)
1 dl (mal medido) de vinho branco seco
Sumo de um limão grande
2 a 3 colheres de sopa, de salsa picada
Sal
Pimenta preta de moinho, facultativo
Um raminho de salsa

Preparação

Pique a cebola finamente. Pique também os alhos, e corte o frango. Leve um tacho ao lume com o azeite e acrescente a cebola picada deixando refogar. Junte depois os alhos e mexa bem, deixando fervilhar um pouco. Com o lume forte, acrescente o frango e mexa bem de forma a que todos os pedaços de frango fiquem envolvidos na cebola e no azeite. Tempere agora de sal, e pimenta, caso queira. Acrescente o vinho e 1dl de água quente. Reduza a temperatura para (3 ou 4) no disco da placa e deixe cozinhar em lume brando por 35 minutos sem mexer, sacuda só o tacho.
Entretanto prepare os ingredientes para finalizar a receita. Deite as duas gemas numa tigela, esprema o sumo do limão, pique 3 colheres de sopa de salsa e junte às gemas, mexa bem e reserve.  Estando o frango cozido e se o caldo não for o suficiente, acrescente um pouco de água quente e retifique o sal.
Na hora de servir, o caldo da cozedura deve estar bem quente, para que, ao acrescentar a mistura das gemas o resultado seja ótimo.

- Para adicionar as gemas ao caldo quente, há que ter este cuidado: adicione um pouco de caldo quente no recipiente da mistura das gemas, limão e salsa e mexa, deite mais um pouco e verifique se já está morno. Assim ao deitar esta mistura no tacho já não haverá a reação das gemas talharem (as gemas não devem ferver).  Balance levemente o tacho para que esta mistura adicionada, se envolva bem no restante caldo.
Pode ainda: retirar a carne e juntar depois as gemas ao caldo. Deixe o tacho mais um pouco sobre o lume sem que ferva. Estando bem quente adicione o frango retifique o tempero de sal e sumo de limão e sirva de imediato.


Gosto de acompanhar a Galinha de Fricassé... com um saboroso arroz de alho !!






31 de outubro de 2017

Noodles de Courgete e Cenoura com Presunto





Presunto é um dos petiscos que mais adoro e que se adapta a muitas versões culinárias. Como os dias ainda estão quentes estes Noodles com Presunto, fizeram as delícias do meu almoço. Temperei com o  Molho Pesto de Salsa, que  justificou  bem o  seu  gostinho exótico. Mas, o Presunto que  eu gosto mesmo... era aquele que a minha avó preparava, lá na aldeia, onde nasci. Saí  dali ainda criança e não gostando de Presunto, mas regressava todos anos nas férias,  e continuava  a  não gostar  de Presunto. Com onze anos fui para Lourenço Marque (Maputo) aí me tornei adulta e fui mãe; e... já  gostava de Presunto. Regressei a Portugal em 1973, e todos os anos, viajava-mos até à  pequena aldeia... para as tão desejadas férias. E o Presunto entre outros, era dos melhores petiscos.
Dias inesquecíveis passados, que nos acalentava os longos serões de inverno... -É que só existia televisão a preto e branco, porque a cores, só mais tarde, em 1980.
Eu sei, que nem todos têm o privilégio de provar um Presunto à moda antiga. Por muito que se fale e que se diga... acaba sempre por ir parar à escudela uma medida de ração, e que é deitada para a pia do porco... que ele gosta e agradece. Se for em pouca quantidade, quase passa despercebido. É que... só na momento da prova, podemos falar de nossa justiça. E tudo isto que vos falo, é com conhecimento de causa. 




Na quinta dos meus avós, existiam vários currais de animais, e um, era exclusivo para o senhor suíno. Muitos anos depois, a caseira pediu-me se podia usar esse corral para criar um porquinho, onde tantos tinham crescido e engordado. Desabitado há tantos anos, ia novamente albergar um pequeno suíno... foi quando me ocorreu... -E se eu comprasse também um pequeno porquinho? Os dois juntos iriam crescer e engordar. A caseira concordou e o inverno chegou.

Para quem desconhece... o processo de salgar as carnes para consumir durante um ano... é no inverno que se mata o porco. A carne já cortada, é colocada numa grande caixa de madeira e coberta completamente de sal. Porquê no inverno?? É que o frio não deixa o sal secar, e assim, adere bem à carne, não permitindo a sua decomposição. A esta caixa dá-se o nome de: "salgadeira". Seria pois desta forma, que iria preparar os dois grandes presuntos...faltava só a salgadeira e mais tarde o fumeiro...

Os amigos que prepararam o porco, ainda tinham uma salgadeira e eu poderia usa-la. Os meus tios aqui do porto, também gostariam de salgar um pernil para eles... e há falta de bicho caseiro, foram ao talho da aldeia comprar a carne. As três pernas foram banhada com vinho branco, alho, louro, e colocadas no meio da pequena salina. Aí, ficou o tempo equivalente ao peso da carne.

Quando se retirou da salgadeira limpou-se o excesso de sal secou-se bem e novamente foi toda muito bem envolvida numa papa de alhos, colorau e azeite, e depois foram colocados no fumeiro. Esta etapa consiste em que os presuntos já curados do sal, fiquem  suspensos 1,5 metro a 2 metros, sobre uma fogueira, para que esse fumo penetre e proporcione a continuidade da cura, a qual teve o seu início no sal. Daí se dar o nome de "fumeiro". Por sorte, uns amigos nossos ainda tinham por habito fazer uma fogueira e passar aí o serão à lareira. Foi pois, um excelente fumeiro. Não é que não se pudesse comer o presunto conforme sai da salgadeira... mas não era a mesma coisa !!!! 

E tudo isto... foi só para demonstrar... que a carne do meu pequeno suíno tratado pela caseira em nada mas, em nada mesmo se parecia com aquela carne que veio do talho, nem na cor nem no paladar nem no aroma... foi uma desilusão para todos.
E daqui se conclui... a dificuldade em se manter tradições na nossa gastronomia. Se o produto já vem adulterado, é difícil que resultado final satisfaça como muitas vezes se pretende.




Ingredientes

150g de esparguete
1 courgete grande
1 cenoura grande
Presunuto
Pesto de Salsa e Especiarias

Preparação

_ Descasque a cenoura e com o respetivo utensílio corte em juliana. Reserve em água fria
_ Retire a casca da courgete também em juliana e reserve em água fria.
_ Com a courgete já sem casca, corte o miolo em juliana só até surgirem as sementes, e coloque de     imediato essa juliana em água bem fria. Reserve.
_ Coza o esparguete "al dente". Retire o esparguete com uma escumadeira grande de fritos para um   escorredor e debaixo da torneira deixe que a água fria retire um pouco do amido da massa e deixe   escorrer. Reserve.
 _ Deixe que a água novamente levante fervura e deite a cenoura escorrida. Como o tempo de   cozedura  destes legumes é variável convém estar atento e não deixar cozer demasiado. Retire com escumadeira, escorra e deixe arrefecer em água fria.
_ De seguida coza a casca da courgete da mesma forma. Depois de a escorrer coloque em água   gelada.
_ Termina-se com o miolo da courgete, Esta guliana, praticamente é só entrar na água fervente e retirar. Escorrer e colocar de imediato em água gelada.

Só retirei os Nodles da água para os colocar no prato, temperei com o Pesto de Salsa e Especiarias e terminei com o Pesunto fatiado.



25 de outubro de 2017

Bolo enxaropado de Ananás e Chantily






...  a luz e a máquina não ajudaram...  mas como é tão BOM  :) arrisquei. Espero que gostem !!!




Normalmente não tenho por hábito deixar-vos um docinho para o fim de semana. Mas arrumando  arquivos, descobri as fotos deste bolo. Como as temperaturas do fim e semana vão estar em alta...  achei por bem partilhá-lo . É realmente uma delícia para os dias quentes, ou também, para quem gosta daquele bolo bem fresquinho. Foi o bolo de aniversário da minha filha, e ao arquivar noutra pasta, caiu no esquecimento... Como foi feito para o mês de Agosto, em pleno verão, foi uma escolha bem adequada. O ananás e o chantily são bons parceiros... e com uma massa bem molhadinha com a calda... nem as migalhas sobraram... 

A sua textura proporciona que seja bem enxaropado... e completando com creme de chantily (de natas longa vida) é uma verdadeira delícia. Tratando-se uma massa muito fácil e rápida de preparar na época dos morangos é o nosso bolo de eleição. Foi desta forma que já aqui o publiquei




Ingredientes

Para uma forma retangular de 30x20cm. mas, para este bolo, repetir-se-à a quantidade de ingredientes
 - 5 ovos
- 5 colheres de sopa de açúcar [110gr]
- 5 colheres de sopa de farinha [65gr]
- 1 colher de chá (rasa) de fermento em pó
- 2 pacotes de nata fresca, Longa Vida [bem refrigeradas]  
- 4 colheres de sopa rasas de açúcar 
- 1 lata de ananás em rodelas, de boa qualidade
- Papel vegetal para forrar o fundo da forma

Forma untada, forrada com papel vegetal e levemente polvilhada de farinha

Preparação

- Preaqueça o forno a 180ºC

- Retire as rodelas de ananás da late e deixe escorrer muito bem reservando a calda. 
- Bata as gemas com o açúcar até ficar uma gemada cremosa. Acrescente a farinha com o 
  fermento envolvendo, e no final adicione suavemente as claras batidas em castelo. 
- Deite metade da massa no tabuleiro e alise. Leve ao forno por 7 a 8 minutos, retire assim que a      massa ao toque dos dedos, esteja ligeiramente firme sem se encontrar seca. Desenforme, prepare    o tabuleiro e leve a restante massa ao forno.
- Bata as natas em chantily e reserve no frio.  
- Divida a calda do ananás por duas tigelas. 
- Deixe arrefecer mas pouco, as duas bases de bolo. Coloque a primeira no prato ou travessa e  com  uma colher verta aos poucos a calda do ananás, enxaropando toda a massa. Deite uma porção de chantily e espalhe bem e pode colocar pequenos pedaços de ananás. 
- Coloque a segunda camada de bolo e com a calda, repita os mesmos passos que na camada    anterior.  
- Cubra todo o bolo com o restante chantily espalhando bem com uma espátula. A decoração   ficará a seu gosto. O bolo deve ir de imediato para o frigorífico, para que a calda e o chantily   perfumem e humedeçam bem a massa do bolo.

Chantily:
- Coloque a taça e as varas da batedeira 30 minutos no congelador. 
- Retire e verta as natas, que também devem estas bem frias, na tigela. Bata a uma velocidade média   e  só quando começarem a firmar-se, adicione o açúcar devagar e uma colher de cada vez. Bata com   cuidado e verificando a textura do creme para não passar a manteiga, se bater em demasia. 
- O meu, não firmou muito bem, porque são natas sem lactose. É o que acontece às natas com pouca gordura.





19 de outubro de 2017

Compota de Abóbora {num serão de Outono}


... e foi um belo serão :) aromático e deliciosamente...!  Doce...





O Outono chegou... e com tudo aquilo que tanto gosto !!
O dourado das folhagens como que pinceladas coloridas da mãe natureza...
Os seus frutos polposos tão propícios às conservas...
Os legumes... únicos, em que o verde é reinante. E ainda... os comeres de forno para os tempos frios que se aproximam.

Encurtam os dias, mas prolongam-se  os serões... que podem ser úteis e bem interessantes !!
Tarefas diárias ;)
Ler aquele livro que não se terminou nas férias :)
Tentar usar aquele comando do televisor, e sem sucesso :(

E conversar...?
- Deveria ser uma prática habitual...                       .                                                                     
Um trocar de ideias...  debater uma informação que se ouviu...  ou sei lá... talvez relembrar momentos alegres e pitorescos que foram tão proveitosos... até preparar compotas :) :)
Eu sei que não vivemos só de alegrias... mas elas são uma de fonte de energia para continuar esta caminhada a que chamamos de vida.

Li, mas nem me lembro onde, que as mudanças tem duas carateristicas: a primeira mostra-nos o que está a precisar de ser renovado (estará usado) e a segunda: serve para estragar o que está novo, ou quase. 
Mas eu acho que há ainda uma terceira... aquela, em que um objeto que foi um pouco esquecido, ou por estar tão bem guardado... já nem sabe-mos onde encontra-lo...
Como mudei recentemente de residência: fui premiada com todas elas, mas uma tal; que estaria tão bem guardada... APARECEU !!  Entre muitos e muitos livros.



Foi o presente que recebi da minha filha no dia da Mãe. Frequentava então a quarta classe (4º ano), e na década de 80. Foi algo de muito valioso... pela sua idade e por todo o amor e carinho que deixou gravado naquelas folhas...



E assim que estivemos juntos com a filha e as netas, contei a descoberta. Lemos e relemos a história do circo!! Não foi ao serão... mas podia ter sido.


Foi este o meu presente do dia da Mãe. Um livrinho encadernado que a minha filha fez na escola. Um verdadeiro tesouro que guardo junto de outros, assim como os do irmão, também!
O livro contava uma história linda de uma  ida ao circo. Vinte páginas recheada de pormenores e que ficou destacado pela capacidade criativa de todo aquele cenário... e onde todos os animais e palhaços também tinham nomes... e eu... era a personagem principal da história.
Já o tinha lido anteriormente, mas não pude, deixar de mo comover.


E depois da história, já quase no final do livro, ainda escreveu nas  pequeninas folhas... alguns poemas seus.
Foi um momento único que não deixou ninguém indiferente!


                                        Vamos então conversar...  sobre Compota de Abóbora  

                 

Depois duma colheita, ofereceram-me duas lindas Abóboras-menina. Que logo reservei para esta compota. Já tinha tentado com outras Abóboras, mas com esta variedade obtive a Compota de Abóbora que  gostava. Com os pedaços quase perfeitos, firmes e com um sabor único.
Esta será aquela Compota de Abóbora a repetir !!





Estiveram protegidas do calor  e com pouca luz, para amadurecerem. Quase 30 dias.
Aqui poderão ver (mais ou menos) as variações do seu colorido.




Eis a maturação completa das nossas Abóboras.
E esta receita deliciosa, é de um senhor muito especial. Aqui,  podem encontrar o original.

Vamos então preparar a mise en place da nossa Abobora.
Lava-se e seca-se bem. Utilize uma faca com bom corte e relativamente grande, e pode cortar da que aqui se apresenta.






Como se pode verificar, temos aqui dois frutos que apesar de terem sido colhidos juntos, um delas já vinha com uma maturação mais acentuada. Define-se pela cor e pelo seu interior mais seco. Podendo ser cozinhados juntos sem haver qualquer diferença.








Retire a casca fina, evitando não trazer polpa verde, caso aconteça, retire-a após estar descascada  Corte depois, em pedaços regulares.




Nesta imagem, as fatias da Abóbora também manifestam a maturação do fruto. A que está em primeiro plano e da abóbora menos madura. Polpa húmida e sementes bem seguras, enquanto que a que se encontra atrás, está mais seca e quase sem sementes.




Ingredientes

1,500 kg. de Abóbora-menina já limpa, e cortada em cubos
1 kg de açúcar amarelo (usei branco)
1 vagem de baunilha aberta (não usei)
3 pauzinhos de canela
1 copo de vinho do Porto, usei um do Porto com 10 anos, (150ml a 200ml)
raspa de 1 laranja

Preparação

Coloque num tacho os cubos de abóbora, os pauzinhos de canela, a vagem de baunilha e a raspa da laranja.
Junte o açúcar amarelo. Regue com um bom copo de vinho do Porto. Leve a lume brando e deixe cozinhar, suavemente, por algumas horas. De vez em quando, mexa o seu doce com uma colher de pau. Deixe que o doce ganhe ponto e espesse. 
Retire a vagem de baunilha e os paus de canela. Guarde em frascos de vidro, hermeticamente fechados. 

Nota

Para complementar alguma duvida acerca da preparação do doce e limpeza dos frascos. Pode sempre recorrer a  estes blogs. 





Esta variedade de Abóbora possibilitou uma Compota em que os pedaços se mantiveram formados. Mas para que no final, não fique desiludida, tem que estar muito atenta para que o ponto do açúcar permita que tire os pedaços da Abóbora assim inteiros...  Nesta fase o ponto de açúcar está  muito perto de começar a açucarar e para que nada atrapalhe, mantenha dois pratinhos no congelador para ir verificando a calda. Assim que prender levemente retire a Abóbora. Se a calda não estiver em ponto de pérola (108º), leve ao lume mais alguns minutos e sempre numa temperatura muito baixa (2). Retire e verta a calda nos frascos sobre os pedaços da compota.
O tempo de cozedura é bem longo, mas o resultado justifica o esforço. de um pequeno serão...ou não !! 
Na placa e no numero 3, mantive a fervura muito lenta por de três horas.















1 de outubro de 2017

Geleia de Uvas { Moscatel }



Sabores de Outono...






O tempo passa... quase sem darmos conta... até parece que voa !!!
Demorei um "pouquinho" mas trago uma doçura, que considerei irresistível...  Geleia de uvas !!





Tenho esta receita há imenso tempo e que é do meu livro de "Compotas e Geleias";  foi pois daí, que saiu toda a informação para a "Preparação de Compotas" e "Preparação de Geleias" que encontram aqui no blog. E entre tantas esta parecia uma raridade... A Geleia de Uvas.
Fiquei com curiosidade de a experimentar... mas o tempo foi passando, e nada mais do que isso sucedeu.




Como para quase tudo, há aquele momento... e este foi exactamente assim, como que um impulso sem explicação.
Imaginam aqueles passeios de rua, cheios de caixas de fruta, que mais parecem o prolongamento do estabelecimento... mas que nos deliciam no aspeto e em aromas?? E entre todas, estava aquela que me deixou como que hipnotizada... a caixa transbordava de uvas brancas... muito coloridas... muito maduras...  e repletas de aromas !!

Após trincar aquela uva sumarenta e de sabor a moscatel, iria experimentar esses aromas naquela geleia, que tinha caído no esquecimento. A Geleia de Uvas !! 
O resultado foi tão surpreendente que deixou um sensação de pesar... produzido pela privação de um sabor tão único. E por tanto tempo.




Como todas as geleias, estas exigem um pouco mais de manuseamento que a maioria de outros doces e compotas. De início a fruta é cozida e escorrida, e só depois, com a calda recolhida, se prepara a geleia e com uma exigência fundamental para um resultado sucesso.

Ainda teremos no mercado certamente, variedade desta fruta para que possam preparar esta de conserva, doce e de inigualável sabor. Não esquecendo, que a variedade da uva é a prioridade máxima. A casta ou variedade, videira Itália ou Málaga, é também uma boa uva moscatel, mas pode haver outras  que tenham também esse aroma.




Geleia de Uvas 

Ingredientes

1,4 kg de uvas brancas
Sumo de 2 limões médios
600 ml de água
Açúcar

Dá cerca de 650g

Como fazer

  1. Corte as uvas aos pedaços. Coloque-as num tacho de doce com o sumo de limão e a água. Ferva a mistura e cozinhe durante 30 minutos ou até a fruta estar muito macia e polposa. em temperatura média. (Esta como tinha a casca um pouca rija, cozeu mais 10 minutos, mas já com lume mais brando.
  2. Enquanto as uvas cozem, prepare o saco de geleia, para escorrer os frutos. Escalde-o, passando simplesmente por água a ferver, esprema-o bem e depois siga as instruções (veja:notas-1). Deite a polpa da fruta num saco de geleia e deixe escorrer algumas horas ou durante a noite, mas não mais de 24 horas.
  3. Meça o sumo escorrido. Para cada 600ml de sumo pese 450g de açúcar. Deite o sumo num tacho de doce limpo. Aqueça o açúcar (Veja:notas-2) e junte-o ao sumo. Mexa em lume brando até o açúcar se ter dissolvido por completo.
  4. Aumente a temperatura e ferva a mistura rapidamente, sem mexer, durante 12 minutos, ou até atingir o ponto de pérola. Verifique o ponto e retire a espuma (já fora do lume, retire suavemente a espuma da superfície da geleia com uma colher de metal de cabo comprido).
  5. Deite imediatamente a geleia nos frascos esterilizados e aquecidos, inclinando-os levemente, para impedir a formação de bolhas de ar. Vede os frascos e coloque as etiquetas.




Notas :

  1. Os sacos de geleia têm de ser seguros enquanto o sumo escorre. Se não tiver melhor escolha... uma maneira de conseguir isso é amarrar um cabo de vassoura às fitas do saco de geleia, e depois colocar cada uma das extremidades da vassoura numa cadeira. Coloque uma tigela grande por baixo antes de encher o saco de geleia e deixar o escorrer o sumo calmamente. Resista à tentação de acelerar o processo, apertando o saco, porque isso vai ter como resultado uma geleia turva. Deixe pingar até haver apenas gotas a cair do saco
  2. Açúcar aquecido: depois de pesar o açúcar, este pode ser aquecido para se dissolver mais depressa no sumo. Pode ser no forno, mas eu aqueço no microondas com os devidos cuidados. Coloco o açúcar num recipiente largo e levo a aquecer no programa de baixa temperatura. De 15 em 15 segundos vou verificando. Quando estiver levemente morno, retiro. Se usar o forno na temperatura mais baixa, aqueça por 15 minutos.